A História:

Antes de começarmos com a apresentação, queria lembrar e afirmar a bondade de nosso Deus. Sim, nosso Deus é muito bom, e, usando de exemplo a citação logo abaixo, Deus, sem duvida é muito bom para com nós, com seu amor vasto e infinito, Ele nos chama para sua presença.

 “Alguns questionam: ‘Como Deus sendo tão bom permite o sofrimento do homem?’ Argumento errado. A pergunta certa seria: Como o homem sendo tão perverso, Deus exerce misericórdia, não trazendo sobre ele juízo imediato?”
– Renato Vargens

Por isso, com este site, vamos apresenta-los a Maravilhosa Graça de Deus sobre nossas vidas. Ele nos entregou em mãos, o Projeto Marinaha, já intitulado como Instituto Marinaha. Pretendemos alcançar a etnia indígena Kulina (e mais tarde outras etnias, se assim for a vontade de Deus), situada em grande área do estado do Amazonas, que encara uma realidade infeliz e sem qualquer esperança, com jovens mergulhados no alcoolismo, no suicídio e no preconceito que os ataca todos os dias.

Para que essa realidade triste se transforme em esperança, o Projeto Marinaha será composto por professores, voluntários, obreiros e por qualquer pessoa que tenha o amor pela obra de Deus, para atingir os jovens Kulinas, e consequentemente suas famílias e amigos.

Esses jovens, inicialmente da etnia Kulina, irão receber toda instrução e apoio no projeto Marinaha, e assim renascer como profissionais, líderes, pastores e missionários indígenas, sendo um exemplo a ser seguido e um grande impacto nas próximas gerações.

Etnia Kulina e seus dilemas

Os índios Kulina (cerca de 4000), vivem no extremo oeste da Amazônia em cerca de 40 povoados ao longo de vários afluentes da Amazônia, outros 2000 no Peru. Desde tempos imemoriais eles aprenderam a sobreviver na selva. Os homens vão pescar e caçar diariamente, as mulheres trabalham em suas plantações e se preocupam com as crianças e a casa. Eles falam sua própria língua Madiã ou Kulina. Usando um código complicado de comportamento e xamãs, eles tentam harmonizar e manipular pacificamente os espíritos da floresta tropical. Há 100 anos, eles entraram em contato com os seringueiros pela primeira vez, e desde então eles vêm experimentando como a cultura ocidental está mudando explosivamente. As pequenas cidades brasileiras perto de suas fronteiras de reserva não param de crescer. Lá eles são frequentemente discriminados por sua língua e cultura indígenas.

O problema reflete-se na transformação maciça da sociedade: quebrando valores, princípios e sua identidade étnica. O álcool é a maior problema para muitos índios Kulina. O consumo excessivo e quase diário de álcool leva a tristes conseqüências. Logo de início, muitos perdem suas vidas por assassinato, doença e acidente. Os adolescentes crescem como órfãos, desanimados com as tradições, sem acesso nenhum à educação, e por consequência, acabam no mesmo círculo vicioso da dependência do álcool. Desorientados, desenraizados e sem esperança, muitos cometem suicídio.

A resposta: O Projeto Marinaha

Há muito tempo ouvimos a chamada ibihi acco ticanemanahi (Ajude-nos!), um apelo desesperado dos líderes tribais dos assentamentos indígenas Cacau, Aruana, Macapá e Piau. Chamam atenção para as necessidades educacionais e a tendência autodestrutiva, especialmente, entre os jovens. Levamos a questão a sério, mas até agora tivemos poucas oportunidades de dar passos concretos nesse sentido. Durante anos, nos dedicamos a estudos de idiomas e cultura. Da melhor forma que pudemos, demos a palavra de Deus aos índios Kulina com os ajudantes locais.

O plano está ganhando forma. Convidamos os jovens índios Kulina de diferentes aldeias para uma comunidade de vida supervisionada, um centro cultural e escolar Marinaha na pequena cidade de Envira. Juntos, eles serão capazes de ouvir a Palavra de Deus em sua linguagem do coração, ter o acesso ao ensino básico e desenvolver habilidades práticas em várias áreas, como jardinagem, agricultura, saúde, marcenaria, culinária, entre outros, respeitando recursos de modo sustentável. Tudo isso deve apoiar os jovens de forma saudável e ajudá-los na independência tanto na vida espiritual como na vida prática, influenciando positivamente toda a situação possível.

O objetivo é treinar jovens como futuros líderes espirituais. Assim, o Instituto Marinaha promove o processo de criação de comunidades independentes na etnia Kulina, que lhes oferecem esperança, apoio e pátria em um mundo em mudança.

O terreno da construção esta sendo financiado. Uma grande doação de uma corrida patrocinadora (dynamis4you 2012), comprou duas casas em Envira. Uma dessas casas, trocamos por um terreno de 1 hectare, onde está sendo construído as casas, dormitórios do projetos, e mais a frente, as salas de aula, refeitório, oficinas, praça e muitos outros ambientes.

Esperamos que Deus possa tocar ao seu coração, e ajudar-nos com o que puder. E, acima de tudo, a oração, pois como disse o teólogo Robert Law “A oração é um instrumento poderoso não para fazer com que a vontade do homem seja feita no céu, mas para fazer com que a vontade de Deus seja feita na terra.”

Logo abaixo, alguns pedidos de oração

  1.  Equipe: Muito trabalho para pouca gente. Ore para que o Senhor possa estar enviando mais pessoas para a Sua obra.
  2. Recursos: Sabemos que nosso Deus é fiel e é o dono de tudo, mesmo assim é necessário orarmos para que Deus possa esclarecer isso para nós, seus filhos.
  3. Direção e planejamento: A obra não é pequena mas está sendo construída e planejada por pessoas pequenas e falhas, por isso, ore para que Deus possa dar sabedoria e principalmente a Sua perspectiva e visão sobre tudo!

Além do mais, você sabia que a região amazônica é a menos alcançada e a menos desenvolvida do Brasil?

E em particular, a região do médio Juruá, onde a cidade de Envira e o povo Kulina está situada, é a região com menos acesso ao evangelho, segundo  a pesquisa feita pela Missão do Céu, que apenas 5% das pessoas têm acesso ao evangelho puro e simples…
Quer dizer, cerca de 95% da população total dessa região não conhece o Amor de Deus.
Que possamos orar para que Deus mande pessoas que aceitem o desafio de sair da zona de conforto e ir para onde poucos desejam ir.

Até agora a equipe do projeto está composta por:

  1. Andreas e Angelika Totz
  2. Anderson Totz.
  3. Leila de Castro.
  4. Edite Kulina e sua família.
  5. Kristaps e Eliana Janson-Kulina  e sua filha Melina.
  6. Dimas e Maura Pauck.
  7. Roney e Nelice Kulina e seus filhos.
  8.  Anibal Xavier e sua família.
  9. Christoffer Totz e Elisa Borges

Agradecemos pela visita, Deus te abençoe!

Compartilhar publicação

Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest
Share on print
Share on email